O NOSSO RIO...

Para te recordar, fui passear nas margens do “nosso” rio.
Porém, a paz que me trouxe a este lugar, já não a encontro. Como gosto deste sitio tão verde. Tão teu e meu!
Na água que corre apressada, vejo a tua imagem plena de luz. Também escuto as tuas palavras que sempre me seduziram e que agora voltam, reflectidas por um eco bem distante. Aqui, as flores ainda têm o mesmo cheiro silvestre. Os pássaros ainda cantam a melodia que te fazia adormecer no meu colo. Ainda sinto aquela cumplicidade, trocada entre um beijo e um abraço, um sorriso, um olhar, uma carícia…
Achei que, aqui, seria o local ideal para te esquecer. Como me enganei!
Ainda oiço o silêncio das coisas passadas, como quando tu perguntavas com um receio que nunca entendi:
- Que horas são meu amor?
.
albino santos
(in "Quem sabe amanhã será Primavera...)












