sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

DOCE PECADO



















É quando as pálpebras se cerram
e as mãos se abrem em flor à madrugada,
que penetramos na espessura da noite
onde gravitam os teus e meus desejos.

Mas diz-me…
Porque te escondes na penumbra dos sonhos
para que não possa ver-te?
Porque te queimam os lábios, o corpo, o sexo,
quando sentes no odor nocturno
o doce veneno que nos alimenta?

Vem! Matemos esta sede orgástica
que nos atormenta,
onde a transparência se turva,
ilimitadamente,
de desejo e prazer…
Diz-me uma palavra, apenas uma palavra
e serei o pecado. O doce pecado
que arde em nossos corpos sonâmbulos de sede…


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albino santos

(Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

ESPERA



















Ás vezes – tantas vezes – sonho
onde mora o teu rosto,
onde começa a tua voz…
Não sei quando irei olhar-te;
Permaneço preso à tua grata lembrança
que continua a gritar-me lá do sonho
palavras que recusam o esquecimento
e acendem a noite de desejos.

Sei que não há olhos para o invisível,
mas continua cada vez mais viva
esta cegueira incandescente,
que há-de tornar a noite transparente,
para que possa tocar um raio de luz
que brota dos teus olhos…
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albino santos
( in "Madrugada sem Fronteiras )
.
Todos os direitos reservados

terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

ALMA DO POEMA















Um poema deve ser silencioso
como uma carícia.

Macio
como o toque dos dedos sobre a pele.

Doce
como um olhar de amor
abrindo caminho através dos teus olhos.

Imprevisto
como o voo de um pássaro.

Imóvel
como a sombra no tempo

Suave
como prelúdios de belas melodias.

Tranquilo
como quando a tua mão descansa sobre a minha

Ousado
como as últimas borboletas que adormecem
na erva ressequida depois do último beijo…
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albino santos



segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Comentários



Após um longo período em que a minha prioridade foi a publicação da minha poesia em livro, utilizando este espaço para a divulgação dos vários eventos, nomeadamente o lançamento de novos títulos, achei oportuno voltar a sentir a vossa proximidade através dos comentários, restabelecendo assim uma prática que se revelou fundamental para a conquista progressiva de um espaço neste admirável mundo que é a Poesia!

Além do mais, foi deveras gratificante partilhar convosco ao longo de 2 anos, não só palavras, mas também alguns afectos que ainda hoje perduram.

Quero, por isso, expressar a minha gratidão e amizade a todos quantos me acompanharam nesta incomparável viagem através do majestoso universo das palavras, esperando que todos nos voltemos a encontrar por aqui...


Deixo-vos o meu abraço!





Albino Santos